O Farol de Lubumbashi

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Arte de amar a nu


Eneida vai bem com

Sopa
Sopa do mar

Prato principal
Costeletas de boi em cebolada

Sobremesa
Toranja

Bebida
Vinho corrente

Música de acompanhamento

Palavras em Eneida

Palavra que aprendi em Eneida:

Arrostar: v.t. Encarar sem medo; fazer face a; enfrentar: arrostou todos os perigos; arrostar necessidades. Afrontar. 
Ebúrneo: adj. De marfim; alvo e liso como o marfim.

Louçania: s.f. Qualidade de loução. Atavio, ornato. Garbo, gentileza, porte elegante.
Manes: s.m.pl. Entre os romanos, almas dos mortos, consideradas como divindades. Divindades infernais que os romanos invocavam sobre os túmulos.
Númen: poder celeste; inspiração; génio.
Penates: deuses protectores do lar.
Plectro: s.m. Instrumento que servia para fazer vibrar as cordas da lira. Fig. A poesia, o génio poético.
Vate: s.m. Indivíduo que faz vaticínios; profeta, adivinho.

Palavras que estão presentes em Eneida e que gosto de ver em livros:
   
Arcanos: segredo profundo; mistério; enigma.
Borrasca: s.f. Temporal com ventania violenta e de pouca duração. Fig. Ocorrência súbita de contrariedades e desgostos. Acesso de mau humor e cólera violenta mas passageira.
Insigne: adj.m. e adj.f. Que consegue ser notado por seu trabalho, realizações e/ou obras; famoso ou ilustre.

Expressões que abichanam um leitor em Eneida

Júpiter para Vénus:
"Mas visto que tens tantos cuidados, vou mostrar-te, vindo muito detrás, os arcanos do futuro."
p. 23

"Quando iam no meio do mar, quando da redonda terra se viam apenas o céu e mar, parou por cima da cabeça de Eneias uma enorme nuvem, prenhe de trevas e de borrasca."
p. 105

Sobre o funeral do troiano Miseno:
"Tudo ardeu num momento: os montes de encenso, as entranhas das vítimas, as taças de azeite entornando sobre elas. Logo que ficou tudo reduzido a cinzas e se apagaram as chamas, tiraram os ossos e depois de limpar com vinho aquelas relíquias ainda quentes, encerraram-nas numa urna de bronze."
p. 133

Eneida agora a sério

"Mas visto que tens tantos cuidados, vou mostrar-te, vindo muito detrás, os arcanos do futuro."

Se Luís de Camões dedicou os seus Lusíadas a D. Sebastião, de modo a que o olhar do passado glorioso de Portugal legitimisse e inspirasse a continuidade da grandeza no presente e futuro, o mesmo havia feito Virgílio com Augusto ao dedicar-lhe a sua Eneida.
A história da fundação mitológica de Roma como herdeira da desaparecida Tróia às mãos do piedoso Eneias comporta, para além da tradição literária dos poemas homéricos, uma legitimação política do imperador Augusto e do império romano. As palavras de Júpiter para Vénus, em epígrafe, dizem-nos isso mesmo: vamos desenterrar as raízes profundas do passado, dando um fundo mitológico e legitimador às conquistas do presente e à perseverança do império no futuro. 

Eneida contada noutra história

- Pscht, Augusto. Chega aqui.
- Quem, eu?
- Sim, Augusto, tu. Chega aqui.
- Mas eu não me chamo Augusto.
- Não te chamas Augusto, agora! É claro que sim! Traz-me uma bifana.
- Ó homem, você não deve estar nada bem.
- Estou mais que bem. Agora, neste preciso momento, vejo tudo e mais alguma coisa. Entretanto, deu-me a larica. Traz lá uma bifaninha; e um príncipe.
- Ó homem, já viu onde está? Já olhou à sua volta? Acha que num departamento das finanças vendemos bifanas?
- Se não têm, deviam ter! Sabes tu, porventura, o que era isto antes de ser as finanças?
- Deixe-me adivinhar: uma casa de bifanas.
- Nem por sombras. Não era, de forma nenhuma, "uma" casa de bifanas - era "a" casa das bifanas; onde tudo começou - chamava-se Roma, a bifana germinal.
- Como já reparou e eu lhe confirmei, aqui, agora, neste momento, isto é "uma" repartição das finanças.
- Queres com isso dizer que não honram a história do local?
- "Honram a hist"... como assim?
- Se não guardam nas arrecadações bifanas de antanho?
- Claro que não! Mesmo se o fizéssemos, deviam estar muito boas, deixe estar...
- Pois, boas ou não, seriam sempre originais; as legítimas representantes de todas as bifanas do mundo, as líderes incontestadas das bifanas...
- Segurança!

Eneida a nu