Ilíada é um livro esquizofrénico,
joguete de interpretações e elucubrações.
Homero é o seu autor esquizofrénico:
um, vários, nenhum, cego, copista da oralidade, cantor do mito.
Ilíada é Ílion, mas também é Tróia.
O tema é a guerra: de Tróia.
Nela participam os gregos que aqui não são gregos:
ou são Argivos, ou são Dânaos, ou são Aqueus.
Nela morrem homens que não são uma entidade colectiva:
têm nomes, uma família e uma herança.
Combatem para recuperar uma mulher para o seu marido.
Ela foi raptada e foi de livre vontade.
Ele quer recuperá-la e tem vergonha dela.
O tema é a guerra: de Aquiles.
O protagonista que é o mais forte dentre os homens
conhece dois sentimentos: ira e amuo.
Homero torna Aquiles como figura central da epopeia
e que nela não aparece em cerca de quatro quintos
da prosa: que também é poesia.





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