O Farol de Lubumbashi

Mostrar mensagens com a etiqueta REI ÉDIPO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta REI ÉDIPO. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Rei Édipo vai bem com

Sopa 
Sopa de legumes passada pela mãe

Prato principal
Entrecosto assado no forno, com um toque especial de especiarias pela mamã

Sobremesa
Bolo de bolacha caseiro

Bebida
Leite com três colheres de chocolate só como a mãe sabe fazer

Música de acompanhamento



Palavras em Rei Édipo

Palavra que aprendi em Rei Édipo:

Enjeitado: adj. Que foi alvo de rejeição; que foi recusado; rejeitado: pedido enjeitado. Jurídico: Que foi alvo do abandono paterno e/ou materno; diz-se de criança que foi desamparada por seus pais.
s.m. Criança que foi desamparada ou abandonada por seus pais.

Palavra que está presentes em Rei Édipo e que gosto de ver em livros:   

Parricida: s.m. e s.f. Pessoa que mata pai, mãe, ou qualquer outro ascendente legítimo. Adj. Diz-se do que se refere a esse crime: fúria parricida.

Expressões que abichanam um leitor em Rei Édipo

Creonte para Édipo:
"Só se encontra o que se busca; o que nos é indiferente, de nós foge."
p. 19

Édipo para Creonte:
"Tu falas muito bem, mas eu escuto muito mal."
p. 35

Creonte para Édipo:
"Não sei; é meu costume calar-me a respeito do que não sei."
p. 36

Édipo para Jocasta:
"O orgulho gera a tirania; o orgulho, cometidas loucamente mil acções insensatas e más, chega aos cimos mais altos e cai depois no fundo dos destinos donde lhe é impossível escapar-se."
p. 49

Mensageiro para Édipo, ao falar da morte de Políbio:
"Basta um breve momento para adormecer na morte os corpos dos velhos."

Rei Édipo agora a sério

Rei Édipo é um livro de força religiosa e um livro de força para não religiosos. É também um documento que não comporta segredos, onde todos os espaços, mesmo os esconsos, são escrutinados. Perante isto, resta-nos escolher o lado da barricada.
Nesta peça constatamos que o destino é tudo o que as pessoas têm; é incontornável e mesmo um pé que pensamos estar fora dele, revela-se que reside no seu seio. Aqui reside a angústia de Édipo (e a nossa): o sentimento de que não existe a palavra alternativa.
Para o leitor, é neste momento que se dividem as águas: ou aceitamos a noção de fado ou a renegamos. Porque a nossa decisão é densamente simples: predestinação (religiosa ou genética) ou incondicionalismo mental?
Rei Édipo é uma peça hermética, traçada desde a primeira linha, a qual se dirige à última rectilineamente. O que vem depois é o questionamento da nossa ideologia: condicionamos (interna e externamente) a observação que fazemos acerca de nós? Temos um destino traçado ou traçamo-lo nós?

Rei Édipo contado noutra história

Relatório de um psicanalista acerca do paciente E.

"À terceira consulta do paciente E. tive uma sensação de arrebatamento. As suas palavras fecundaram o meu pensamento e, após uma breve estadia nos sanitários para alívio sexual, senti a gestação de uma nova ciência.
»Liguei imediatamente à minha mãe para lhe contar a boa nova, ao que ela respondeu:
»- Vai-te foder!
»Assim fiz e em boa hora, pois as ideias começaram a fluir como um jorro.
»Eis a história do paciente E., a qual passo a citar:
»Doutor, estou em crer que estou finalmente em condições para lhe contar o sonho que tem assolado os meus dias.
»Como já mencionei, os meus pais tinham uma vida sexual extremamente activa e faziam-se ouvir em todas as divisões da casa.
»Cresci com esses sons no meu pensamento, acompanhados por uma espécie de repulsa que me revolve as entranhas, sempre que viajo para esses momentos.
»O meu sonho é do mesmo cariz... Sim, de cariz sexual. Pensava que já havia compreendido. O que sucede é que no sonho sou eu que estou no acto e... sim, no acto sexual! Estava eu a dizer que, enquanto estou no imbuído no coito - está bem assim? - , estou ao mesmo tempo no corredor, como se no imediato fosse o adulto e a criança que ouve os pais. No momento em que penso que estou perante os meus progenitores, levanto o lençol e reparo que sou eu que estou a ter relações sexuais com a minha mãe. E... 
»Aonde vai, senhor doutor? Doutor? Ainda não acabou a nossa hora!"

Rei Édipo a nu